Face à situação – crise, bancarrota, recessão – partilho a opinião de que o governo português agiu bem ao apoiar a banca. Bastaria a falência de um banco português para que todos os outros – independentemente da sua fiabilidade – a perdessem a nível mundial. O mesmo é dizer que o país perderia mais do que já perde e ficasse (ainda) mais pobre.
Os vales, garantias bancárias ou injecções de dinheiro, segundo o nosso 1º, têm como objectivo valer não à banca -ou, não só à banca – mas às famílias, empresas/versus manutenção dos postos de trabalho e aos pequenos e médios depositantes.
Até acredito que essas injecções possam cumprir esse papel desde que:
- a lógica dos bancos seja alterada em conformidade;
- as entidades reguladoras fiscalizem a forma de aplicação desse nosso muito suado dinheiro.
Por norma a lógica bancária assenta num: “venha a nós….” demesurado. Ao estado cabe, por inteiro e com zelo, velar pela boa aplicação do nosso suado dinheiro para que possa reverter em bem comum que nos (real) sirva e ao país ( conjunto abstracto). Sendo que o Banco de Portugal e a pessoa de Vítor Constâncio falharam rotundamente – apesar dos alertas, sinais e avisos – desde há cerca de dez anos a esta parte – será que não NOS falham agora?
Se o país já anda à deriva bom é que tal não suceda senão transformar-nos-emos na “Jangada de Pedra” descrita por Saramago.
Tanto quanto me lembro das leis da física, as pedras vão ao fundo muito facilmente.
E muitos dos bancos são pedras, pois muitos ainda hão-de ir o fundo…ou não. 🙄