Uma equipa de cientistas suíços da Universidade de Berna constatou que as ondas de calor na Europa prolongam-se hoje pelo dobro dos dias em relação a 1880 e que a frequência dos dias extremamente quentes quase triplicou nos últimos cem anos. O resultado do estudo foi publicado hoje no “Journal of Geophysical Research-Atmospheres”.
A investigação, liderada por Paul Della-Marta, foi baseada nas temperaturas diárias registadas em 54 estações de medição desde a Suécia à Croácia.
Do estudo, divulgado na publicação da União Geofísica Americana, resulta a conclusão de que hoje as ondas de calor duram em média três dias — algumas até 4,5 dias —, quando em 1880 a média era de 1,5 dias.
Os cientistas dizem que as suas conclusões contribuem para reforçar as provas de que o clima da Europa ocidental se tornou mais extremo. Além disso, confirmam a teoria de um aumento na variação das temperaturas diárias de Verão desde o século XIX.
Esta investigação foi apoiada pelo Programa Europeu para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pela Fundação Nacional Suíça para a Ciência e pelo Centro Nacional para a Excelência da Investigação Climática.
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