Ainda há pouco tempo tivemos a paralisação do sector das pescas, que se prolongou por alguns dias. Para amanhã está prevista a paralisação de camionistas, com marchas lentas e até paralisações totais. Mas já não chega de beneficiar os patrões?

Tudo bem, Portugal está em crise, sei da sua dependência pelo petróleo e do alto custo do mesmo; mas que se poderá fazer quando o preço do mesmo não para de bater recordes?
As medidas que são aplicadas para travar estas paralisações, como já assistimos na paralisação dos pescadores, vêm beneficiar os patrões das mesmas industrias, fazendo-os pagar menos impostos, entre outros cortes nos encargos ao estado. E no fim de contas, os empregados são aumentados por estas regalias? Pois, sei que não…
Agora, por favor, basta de paralisações! Não tarda temos um país “parado” em busca do que o estado não pode oferecer…
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Tenho a dizer que infelizmente medidas de excepção não dão para melhorar.
Caso não saibas, as pescas (tal como a agricultura) são actividades que pouco rendem. Existe muita especulação e um mercado que usa e abusa.
Os pescadores têm razão no protesto que fazem, até porque caso não saibas, temos pouco mais de um par de embarcações de grande porte 100% nacionais. Existem outras, navegam com a nossa bandeira, utilizam a nossa quota de pesca, mas são pertença de, essenialmente, armadores espanhois. Se tu não motivas uma actividade como esta, do sector primário … então bem podes arrumar as botas.
Pena é que as medidas sejam apenas para os calar agora, no caso dos pescadores. E sim, as medidas vão para os trabalhadores, que trabalham ao Dia na pesca e caso a embarcação deixe de ir ao mar devido a grandes despesas … os patrões ganham menos 2 tostões e a malta morre de fome.
Quanto aos camionistas, bem se sabe que o gasóleo é bem essencial. Estes jovens andam já à muito tempo à espera de um pretexto para fazerem algo pela sua profissão. O gasóleo é um problema, mas também o é a carga fiscal … e a sua distribuição. É que não pagas só o irs, pagas o imposto de circulação, pagas o imposto do imposto do imposto …. pagas e bem. e este é um sector terceario.
O problema do petróleo é muito mais grave do que se pensa e o governo não está a agir de acordo, está a mudar consoante os sectores se vão queixando.
Por exemplo, quando o pessoal da agricultura começar a ter mais dificuldades em produzir, ui…
Penso que a polítia governativa não está a ser a melhor para corrigir os problemas, pelo menos dos sectors primários. Pelo menos o sector secundário (minas) está a ter um bom momento.