O Jornalismo dos nossos dias

No Público Online está um artigo sobre uma jornalista de seu nome Isabel Coutinho, a qual é proposto um desafio, ficar uma semana offline. Sem acesso a Internet, sem telemóveis. Nada de redes sociais, pesquisas no Google, sms´s, emails.

Nos dias que correm compreendo que a nível profissional é complicado so poder comunicar através telefones fixos, e não ter acesso a maior base de dados da actualidade. Principalmente para os jornalistas, os quais pensamos estarem sempre em movimento em busca de um furo jornalístico.

A conclusão da jornalista foi que não produziu nada durante a respectiva semana pois não tinha acesso a Reuters nem a Agência Lusa e os únicos meios de se informar era através dos seus colegas e de impressão das pequisas que também facultaram.

Queixava-se que embora tenha usado o telefone a pedir informações ninguem lhe voltava a ligar e acabando por matar as suas intenções de informar.

O que retenho é aquilo que há muito ando a dizer, hoje os jornais não são mais do que intermediários entre as agências de real informação e o público.

Os jornalistas hoje ficam a maioria do tempo atrás da secretária a receber informação e depois a passa-la. Raramente procuram saber mais. O porquê daquela informação, de onde vem, se é totalmente verdadeira , na verdade tentar aprofundar os dados, a questionar.

Por exemplo, a questão de Joana Amaral Dias ter sido ou não convidada para as listas do PS. Falava, de um lado da barricada,Francisco Louçã e do outro entre muitos, o secretário de Estado das Obras Públicos, Paulo Campos que afirmava categoricamente não tinha feito um convite oficial. De Joana Amaral Dias todos os meio de comunicação afirmavam que se encontrava de férias.Se não atende o telemovel nem responde aos emails não seria normal dos jornalistas irem investigar o paradeiro de JAD e questionarem pessoalmente? E não me venham com a questão de invasão de privacidade, porque para noticiar as férias de várias figuras mediáticas voam para qualquer lado sem olhar a despesas. E a publicação que tivesse esse exclusivo teria-se destacado.

O que aconteceu foi dar tempo de antena, durante vários dias, a dois partidos que simplesmente trocavam acusações. Isso não é informar, é sim prestar um mau serviço aos cidadãos. Se muitos afirmam que a classe politica anda pelas ruas da amargura, a classe jornalista também por lá vagueia.

São simplesmente o reflexo do sociedade portuguesa.

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