Real

“Terror -s.m. (do lat. Terror,-õris).
1.Grande medo,pavor”.
“Terrorismo -s.m. (De terror + suf. -ismo)”

1 _Uma jovem, (à data da boda) recém licenciada, casou-se.

A despedida de solteira, que queria fazer mas que encontrava sempre mil entraves, acabou por se realizar com o empenho de duas amigas e colegas.

Foi uma despedida de solteira a três vozes. Somente a três vozes. A da noiva e a das duas amigas que não lhe deixaram esmorecer esse sonho. O jovem casal tinha em construção a sua futura casa. Avaliando a divisão do espaço o noivo deixou cair: “preocupa-te com a cozinha e com a copa pois é aí que vais passar o teu tempo. O “canudo” bem o podes meter na gaveta”.

A despedida de solteira foi restrita (eufemismo) porque o noivo não autorizou o alargamento a outras e outros amigos e, na vida pós casamento, tem desenvolvido uma política sistemática de isolamento da mulher.

Todas as amigas constataram que perto do noivo ela fica constrangida. Mais, tensa. Não ela. Num estado de letargia nervosa aguardando sinais dele que lhe permitam respirar.

De facto o canudo está na gaveta. Esta jovem é infeliz (diz quem a conhece e observa as suas atitudes e comportamentos) e ainda o não sabe ou pensa poder reverter a situação.

2 _ Uma jovem de 15 anos namora. Um dia acontece ter relações sexuais com o namorado. Um acto que deveria ser de beleza torna-se um pesadelo. O namorado usa-a como uma coisa, mas não uma coisa qualquer: uma coisa sem qualquer valor. Passa a escravizá-la para obter tudo o que quer dela (sexo e dinheiro) não se coibindo, inclusive, de a maltratar fisicamente, sempre que lhe apetece, sob a coacção de: ” ou vens já ou telefono aos teus pais a contar que tivemos sexo”

Como podemos ver, a violência e o terror esconde-se por detrás de muitas faces.

Nota bene – As situações não são ficção. Todas as semelhanças com o real são verdadeiras.

 

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