O cintilar dos dias

“ Roer,
até doer,
a polpa,
a pompa
da verdade.”
Albano Martins

Tenho, para mim, que a vida não é mais do que um caminho. Se será o caminho todo ou parte é outro aspecto da questão. Continuam a ser, presentes e essenciais, a qualquer ser pensante, as questões que se levantaram desde sempre ao ser humano na sua dimensão “humana”:
Globalmente: o sentido da vida.

Este desdobra-se ou desmultiplica-se, para efeitos de reflexão e análise, em questões: quem sou? ; de onde vim?; para onde vou? Questões que parecem transcender o prosaico espaço-tempo (pequeníssima gota de água) de uma vida.

Sobre estas questões têm – o ser humano comum, filósofos e pensadores das diferentes religiões – pensado, elaborado, procurado respostas. Seja qual for a dimensão em que nos coloquemos, ou, mesmo, que tentemos conciliar algumas entre si, estas questões continuam sem resposta. Existem “múltiplas hipóteses-respostas”.

De forma mais ou menos elaborada e consciente aderimos a uma, mas esta adesão processa-se a um nível próximo da fé ou da crença. È difícil, à luz da lógica e da filosofia, encontrarmos argumentos que fundamentem, num plano estritamente racional, a opção feita.

Se neste domínio a incógnita continua a marcar presença, ao longo da evolução da espécie e da organização das sociedades, outros domínios há em que parece haver consenso entre os diferentes agentes – individuais, colectivos laicos ou de cariz religioso.

O ser humano deverá trabalhar/” trabalhar-se ”, visando aperfeiçoar os aspectos que, até agora estão identificados como constituintes da sua humanidade.

Por aí passam, muito claramente, a alteridade e formas de vida em sociedade que, até encontrarmos outro modelo sócio político mais adequado, encontram o seu melhor enquadramento na democracia e na cicilidade a ela inerentes.

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