«não há pessoas, não há ideias, nem há país e muito menos esperança»

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Em suma, neste país – «não há pessoas, não há ideias, nem há país e muito menos esperança» disse Medina Carreira na entrevista de Mário Crespo na SIC.

E eu também penso assim há muito!

De que é que estamos à espera, afinal?
Bla, bla, bla, não adianta nada.
Temos todos de acordar deste pesadelo em que vivemos.
Será que vamos obrigar os nossos filhos e netos bem pior do que nós?
De que estamos à espera, meus senhores e senhoras?
Vamos esperar sentados e de braços cruzados, nós, os ainda cidadãos honestos deste país que trabalharam, trabalham e descontaram uma vida inteira, não vão ter nem direito à sua reforma? Enquanto outros têm 3,4,5 reformas acumuladas em poucos anos de “faz-de-conta-que-trabalha”? Fora tudo o mais…??
Todos os dias penso como será o dia de amanhã e já nem penso somente em mim, penso em todos – porque haveremos todos de querer “pão” e não o ter.
Todos os dias, a 30 kms de Lisboa, vejo o fecho de lojas, a falência de empresas, gente de semblante carregado, triste e muitas outras entregues à bebida (novos e velhos).
É simplesmente devastador só de imaginar o pior que está para vir.

Sim, porque as eleições estão aí e o pior ainda não chegou. Mas, há-de chegar.
E quando vi o gráfico que o Dr. Medina Carreira mostrou, lembrei-me do que os meus avós e pais contaram do princípio do século XX.

Lembro o quanto sofreram nos racionamentos, nas privações e lembro sobretudo a mágoa que eles recordavam – ter apenas algumas migalhas para dar de comer aos filhos. Todavia, a máxima deles era: «migalha também é pão!»
Naquela época havia honra, honestidade, orgulho e tantos outros valores por que se rege uma sociedade saudável, embora pobre.

Hoje, estamos mais pobres do que há um século atrás – hoje não temos honra, não somos honestos (nem connosco próprios) e mais… suspeito que, além de parvos, somos mesmo burros porque aceitamos este tipo de coisas de bico calado. Quem cala consente! Consente esta falta de escrúpulos, esta desavergonhada esperteza saloia em enganar, roubar e mentir a todos impunemente. Até quando?

Possivelmente há pessoas, há ideias e enquanto há país, há que ter esperança!

Esperança e confiança em nós.

Queremos e temos de mudar, para bem nosso e dos nossos descendentes.
Meus caros que exemplos deixamos às novas gerações? Afinal de que é somos feitos?

Eu, recuso-me a pactuar com algo que desprezo – eu não quero mais viver assim!
Eu vou começar por votar nulo – um enorme manguito em todas as folhas de voto!
Eu não me vou calar mais.

Espero não ficar sozinha e se ficar… fico de bem comigo própria!

9 Comments on «não há pessoas, não há ideias, nem há país e muito menos esperança»

  1. Sim, esse será o único voto valido , por qualquer que seja outro o vota sera sempre um voto na continuidade do que ja esta feito .

  2. Qualquer dias os militares saem à rua, e não é para protestar.

    Qt ao Medina Carreira, por acaso queria ver o homem a juntar um grupo de pessoas honestas (que ele considere) e competentes para formar um governo.

  3. olá Paula,

    só para dizer que me tiraste as palavras do teclado 😉

    também já escrevi e coloque diversos links para as entrevistas de Medina Carreira sobre estes temas diversas vezes e me insurjo pelo caminho que diversas pessoas que só se preocupam com o seu umbigo e com os seus interesses estão a levar Portugal.

    um exemplo muito simples, as actuais fantochadas à volta do classmate magalhães que não é uma criação portuguesa mas que foi e é vendido como tal e que agora em virtude de erros no software livre que traz se dizem as maiores asneiras possíveis e imagináveis.

    o que andam a fazer os outros países, nomeadamente os ricos da UE?

    andam a apostar milhões em desenvolvimento deste tipo de software, para quer agora quer no futuro pouparem, mas mais, para criar postos de trabalho, criar técnicos de qualidade, criar software de qualidade, criar um ensino de engenheiros etc de qualidade, para defenderem a sua SOBERANIA.

    a Alemanha acaba de investir 500M de euros em software livre, a França cada vez o usa mais, do parlamento à policia que passou a usá-lo apenas poupando milhões ao erário público.

    desculpa o desabafo, mas tal como tu, estou farto de tanta incompetência e acima de tudo de tanta esperteza saloia travestida de corrupção.

    rjnunes

  4. o medina carreira fala muito mas não passa disso. fala. e se ele se pusesse a fazer alguma coisa?

    naa, é mais facil ser pago para dizer o que todos gostam de ouvir. q está tudo mal e que somos uns coitadinhhos sem futuro.
    ora é verdade que, apesar de haver muita gente competente, há sempre uma corja de interesseiros que minam o que os outros tentam fazer.

    mas em vez de se dizer mal há que mexer e fazer mexer as coisas. não é simplesmente a votar nulo. é a fazer ouvir a voz. fazer barulho mas com razão e com sustentação. e não apenas ruído sem sentido.

  5. Pode ser por eu não ver muita televisão, mas que o homem disse a realidade como nunca tinha ouvido ninguém falar lá isso disse… Sou menor de idade mas se pudesse votava em branco. Eu já tive no parlamento, numa visita de estudo e fiquei pasmado… nunca vi tamanho circo – até os professores que nos trouxeram se envorganhoram… era deputados a ler jornais, a passarinhar no meio das bancadas e da assembleia, a ler mails nos portáteis (curiosamente não havia lá magalhães :mrgreen: ), a desprezarem os outros partidos de oposição ou mesmo do próprio partido… Enfim, que futuro tem o país com uma cambada de incompetentes a governar o nosso país? Onde está a nossa liberdade? Onde está a nossa independência? Onde está a nossa força?

    Acho que devíamos criar um movimento a nível nacional – temos a internet como meio legítimo, pois os medias sociais tão fora de questão e além disso alteram a veracidade das coisas. Não podemos criar ondas, temos de criar tsunamis…

  6. Estou cada vez mais farto de ouvir Medina Carreira. O tom dele são os problemas, faz-me lembrar demasiado a minha irmã mais nova que ficou muito chateada quando um médico a mandou emagrecer em vez de a internar e operar nos próximos dias. O Medina Carreira de facto não apresenta soluções. Não faz de facto parte da solução. Alguém me sabe dizer quantos empregos ele criou (para além do dele e eventualmente de alguma empregada dele). Quantas empresas criou, quantas ideias gerou, quantas ideias levou avante?

    Votos brancos não fazem parte do meu vocabulário. Se não me sentir representado pelos actuais partidos, posso tentar criar um (informo desde já que nunca o farei), posso tentar criar uma associação cívica ou integrar-me num das já existentes (algo que até pode suceder), posso protestar, posso tentar criar uma empresa ou uma organização com princípios. Mas, vem-me sempre à memória a história do PRD o tal partido com princípios que quando chegou a hora de falir foi vendido.

    Posso tentar ser melhor naquilo que faço profissionalmente, posso tentar intervir pela positiva e não ficar simplesmente a dizer mal das coisas posso fazer como o Don Norman e passar só a dizer coisas positivas.

    Há umas semanas estava a ler um artigo de que não me recordo do tema (o tema tinha a haver com imobiliário nos EUA) onde alguém conta a história de alguém que trazia uma etiqueta com uma frase “recuso viver em crise” e que quando questionado disse que na última crise tinha em vez de ficado de mau humor e quase a questionar a vida se lançou de cabeça tinha tentado alargar a sua rede de contactos, tinha socializado o máximo possível e que durante a tal crise tinha tido o seu melhor ano de vendas.

    Eu estou como o tal vendedor de casas “recuso viver em crise”!

  7. Olá

    Não está sozinha, pois muita gente partilha das mesmas preocupações, mas, como estamos num país de brandos costumes, vão-se deixando embrulhar no blá, blá dos nossos políticos.

    E quanto às reformas é inqualificável a situação existente, com inúmeras pensões atribuídas, em montantes elevados, a políticos e ex-politicos e não só, que as “cozinharam” à medida, após poucos anos de exercício de funções.

    Por outro lado, é aberrante que um beneficiário, após mais de 40 anos de contribuições e que ainda se mantém no activo, ainda a contribuir, vá ver a sua pensão de reforma reduzida, em relação a seus colegas, que, numa atitude de planeamento e… de alguma esperteza, anteciparam a sua passagem à reforma.

    Mais ainda, quando é sabido que o registo de remunerações existentes nos Centros Regionais é pouco fiável, dadas as condições anteriores do registo ( lançamento das folhas de remunerações), como se compreende que o cálculo das pensões, previsto no novo regime, tenha uma parte de cálculo sobre toda a carreira contributiva, remetendo, em caso de falta de registo de salários, para as remunerações convencionais previstas na Portaria nº 56/94, fortemente penalizante, para quem auferiu salários num patamar médio.

    Pela minha parte, estou a pressionar, desde há largos meses, o CNP para o cálculo com base nos salários reais e ainda não obtive resposta.

    Não aguardem pela reforma para exigirem os cálculos com base nos salários reais.

    Peçam, desde já, o cálculo previsisonal da vossa pensão, pois poderão ter desagradáveis surpresas.

    Um abraço e continue a desabafar…

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  1. Medina Carreira em entrevista, mais umas verdades ditas! « O Vigia

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