Confrontos em Loures

O blog é de tecnologia, mas não podia deixar este assunto passar. Antes demais quero que fique bem claro que não sou racista, muito pelo contrário, respeito todas as culturas independentemente da cor ou raça.

Ainda esta semana fomos abordados com a questão dos tiroteios e desacatos que ocorreram num bairro em Loures. É triste verificarmos este tipo de acontecimentos em Portugal principalmente ocorrendo com indivíduos de raça negra e raça cigana.

É para isto que os “acolhemos”?!

Querem que os Portugueses os respeitem e tratem por igual e é assim que se portam ?

Neste caso a culpa talvez seja da autarquia ou do governo que os colocou juntos no mesmo bairro, mas não saberão eles conviver uns com os outros…seremos só nós os portugueses os racistas?

Os ciganos abandonaram as suas casas, praticamente dadas pelo governo, temendo pela sua segurança pessoal e dos seus familiares. Acamparam à porta da Câmara Municipal de Loures exigindo novas casas. Compreendo que em alguns casos talvez seja melhor procurar outras casas, mas acampar em frente á Câmara a exigir casas e ainda dão-se ao luxo de terem armas com eles…Afinal quem causou toda esta confusão ?! Será que foram mesmo os negros?!

O que eu sei é que para um jovem como eu, para conseguir um pequeno apartamento, tem que trabalhar, “vergar o serrote” e muito. Ele é descontos para Segurança Social, é finanças e tem que pedir empréstimo ao banco que nem sempre é aprovado. Agora aparecem estes senhores que descontos nem vê-los, vivem da venda de material contrafeito, aprontam destas e o governo dá-lhes uma casinha, chateiam-se com o vizinho e exigem outra…

Mas em que mundo estamos?

Sei que estou de “cabeça quente” e que talvez, em muita coisa não tenho razão.

Peço desculpa se ofendi alguém, claro que não vou generalizar porque nem todos os ciganos são iguais mas tinha que desabafar.

11 Comments on Confrontos em Loures

  1. Não percebi porque é que distingues os portugueses dos negros e dos ciganos. Os negros e os ciganos não podem ser portugueses, só os brancos é que podem?

    Eu sou branco, mas há muitos negros e ciganos tão portugueses como eu.

  2. Estou completamente de acordo, vemos até quando ha cheias e incendios ou outro tipo de catástrofes naturais, vemos pessoas q perdem as suas casas e o governo não ajuda, mas a estas pessoas onde muitos ja vivem a custa de subsidios, que nem impostos pagam se calhar vêm pedir mundos e fundos, já têm uma casa e ainda têm o descaramento de vir pedir outra para serem realojados, eles que se entendam, sao humanos, sao racionais, logo têm capacidade para se entenderem entre eles, agora a dar subsidios e casas a estas pessoas (ciganos, negros, brancos, gordos, magros, etc) e nao exigirem contrapartidas(trabalho comunitario no minimo) isto nao anda a frente.

  3. Realmente é triste, cada vez gosto menos do Portugal onde vivo, do Portugal onde nasci e cresci…
    Eu sendo jovem, já sei mais ou menos o que a vida custa, se quero alguma coisa tenho de trabalhar e suar para a ter, porque sempre ouvi dizer “ninguém dá nada a ninguém”, mas parece que existe uma excepção para essas pessoas que não pagam impostos (tanto como nós) é-lhes concedido uma casa sem terem que a pagar e mesmo assim ainda reclamam que estão mal e querem mudar…
    Que país é estes? Facilita-se mais para os de “fora”?

    Porra, o que os meus pais lutam para tentar ter uma vida razoável, e mesmo assim é difícil e o governo está-se pouco lixando para isto, não falo só de mim, mas falo de todos como eu, depois vêm estes gaijos, e recebem uma casinha de mão beijada, que, ainda por cima se acham no direito de quererem mudar de casa e EXIGIREM uma nova…

    É triste, é Portugal…

    Cumprimentos

  4. @Sérgio

    Não digo que não sejam. Compreendo com o que queres dizer e tens razão, mas se reparares normalmente e disse isso no post, muitos destes senhores (não todos) só são portugueses nos direitos mas então e nos deveres?!

    Mais uma vez digo que não tenho nada contra seja que raça for e o caso que relato é um caso, e cada caso é um caso… 😉

  5. Ciganos…phuf…

    Era fazerem uma limpeza global, contratarem forças militares mesmo de fora e limparem estes gajos todos…

    Mal por mal, entre estar a pagar para os sustentar (com serviços médicos e a dar-lhes casas) prefiro pagar para os manter na prisão!

    PS: e já agora, em vez de lhes dar casas eu até dava algo…dava um campinho verdejante para pastarem juntamente com os animais…com arame farpado à volta para não chatearem quem trabalha e cumpre com as leis…

    Hugz,
    Luís

  6. @João Arnauth

    Compreendo o teu raciocínio e sei que o disseste de “cabeça quente”…Penso o mesmo que tu… mas não digas que gostas cada vez menos de Portugal, realmente o que se passa nosso país não nos dá muitas razões para estarmos orgulhosos, mas quem tem a culpa é dos políticos, e se todos nós pensarmos que gostamos cada menos Dele então nunca mais recuperaremos.
    Mas partilho seguramente da tua opinião.

  7. @ Luis Miguel

    Compreendo a tua revolta e não é para menos mas não generalizemos, como em todo o lado nos ciganos também existem pessoas de bem 😉 .

  8. Discordo com o facilitismo que existe e os apoios a muitas destas pessoas que não fazem nada a não ser viver à custa dos subsídios e vivem em casas fornecidas pelas autarquias reclamando novas casas como se de um direito se tratasse. Devia-se estimular o trabalho a inserção social destas pessoas e não enfiá-los nuns caixotes construídos pelas câmaras numa parte qualquer da cidade de deixá-los lá ao abandono convencidos que a situação está resolvida.

    Também discordo quando ser referem aos ciganos e negros como estrangeiros quando a maioria deles são tão ou mais portugueses que nós. A isto chama-se racismo. Há muita gente honesta e trabalhadora nestas comunidades que tentam remar contra a maré e é precisamente neste tipo de atitudes, que vocês estão a ter (“corram com os pretos e o ciganos”), que muitas vezes esbarram quando procuram algo mais que a vida na clandestinidade de lucro fácil.

    A culpa é das autarquias e do estado porque não sabem elaborar políticas de inserção social e apenas marginalizam estas pessoas, é de muitos dos elementos destas comunidades que preferem entrar no mundo do crime ou viver à custa dos subsídios e nossa que muitas vezes não compreendemos os seus problemas e os marginalizamos muitas vezes com actos de racismo como alguns comentários aqui do blog.

  9. Para mim é indiferente que as bestas quadradas que não se saibam comportar em sociedade sejam, azuis às risquinhas ou verde-amarelas (espero que isto não se confunda com cores de nenhum clube). Houve um conjunto de cidadãos aos quais foram atribuídos alojamentos a preços módicos sem que para isso tivessem que fazer mais do que habitarem em determinados locais.

    Não me parece contudo que abater essas pessoas ou criar campos de concentração para elas seja sequer pensável como sugestão de solução. Quem o diz é porque nunca viu aquilo que está a dizer. Luis Silva tenho que discordar completamente da tua “solução”.

    Voltando à entrada propriamente dita. Esses “cidadãos” passados uns anos têm comportamentos anti-sociais (julgo que aqui o que sucedeu é que os vimos emergir – aparecer na televisão) e estão à espera que os restantes membros desta sociedade lhes paguem os seus devaneios de novas habitações.

    Atribuir casas a pessoas com capacidade de trabalho é claramente um erro. As pessoas têm que fazer algo para as merecer, não devia, nestes casos – de pessoas com capacidade de trabalho – , haver quase direito divino a ter casa sem nada para isso fazerem.

    Outra situação curiosa é que algumas daquelas pessoas “esquecerem-se” de pagar as rendas dos respectivos alojamentos, mesmo recebendo algumas delas o rendimento mínimo (não me ocorre a expressão correcta). Se passarem uns anos depois vêm queixar-se da falta de manutenção dos edifícios que habitam.

    Os casos ocorridos são claramente situações onde as polícias e os tribunais têm que funcionar. Não me parece que andar aos tiros em locais urbanos seja lícito. A acção da polícia ao fazer uma rusga nos “cidadãos” plantados em frente da câmara municipal onde detectou armas ilegais é uma prova da necessidade da sua actuação.

    Quando atribuímos as culpas da falta de inserção desses “cidadãos” ao estado e às autarquias esquecemos que cada um de nós é também responsável pois escolhemos (ou não) quem nos governa aos vários níveis. Além disso podemos organizarmo-nos de outro modo para também ajudarmos na inserção dessas pessoas.

    Há uns 15 anos a future kids estava a lançar-se e um dos franchisados tinha instalações na Estrela. Foi incentivado pelo licenciador a abrir umas quantas salas num edifício da junta de freguesia ao pé da meia laranja. Os míudos pequenos do bairro ao lado de Campo de Ourique passaram a frequentar aulas de introdução à utilização de computadores. Tenho que admitir que alguns deles diziam que lá em casa o computador era mais rápido ou tinha mais isto ou aquilo, mas mesmo assim passaram a ir lá para aprenderem algo mais do que simplesmente usar o computador para jogar.

    Jorge Sepúlveda estado somos todos não nos devemos esquecer disso.

    No local em que resido de acordo com algumas estatísticas residem 40.000 pessoas. Destas 70% teriam origem europeia, 15% seriam de origem Africana, 10% seriam de origem indiana e 3/4 % de origem cigana, havendo ainda algumas pessoas que têm múltiplas origens.

    A vinda de algumas pessoas de origem indiana levantou a pessoas de origem cigana alguns problemas menores (género bolas até aqui temos que apanhar com eles – não esquecer qual a origem dos ciganos). A maior parte dos problemas mais acesos que ocorrem são intra-étnicos e não inter-étnicos. Discussões nos clãs de ciganos que transbordam, o fulano bêbado que se põe a berrar palavões, os “jovens” que acham que não é necessário pagar aquilo que se “adquire” nas lojas, etc. Há ainda uma série de outros problemas menos visíveis mas talvez mais relevantes como tráfico de droga e talvez até prostituição (deixei de ver ser feito a céu aberto o tráfico – talvez por já não passar em certos sítios há alguns anos) e alguns desocupados.

    Vejo um conjunto de pessoas que não parecem trabalhar há vários anos, uns por doença (em alguns casos manifesta) outros devem viver por “artes mágicas”.

  10. Como dizia um sr. de manha num programa de tv, em vez de darem rendimentos minimos a quem tem bracinhos para trabalhar dêem um pedaço de terra para eles trabalharem, ou entao se querem rendimentos minimos q se apresentem na junta de freguesia para fazer trabalho comunitario, q nao é tar em casa a mamar o dinheiro e nao fazer nada, ha tanta mata para limpar ponham-nos a trabalhar, claro q isto so se aplicava a quem estivesse bem de saúde, mas infelizmente acredito q os rendimentos minimos sao dados a quem está bem de saude, quando muitas vezes pessoas pobres ou que nao podem trabalhar e vivem com uma misera pensao por invalidez têm que sobreviver sabe-se la como, enfim

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