Existirá educação em Portugal?

Este vídeo já correu Portugal, inclusive já foi comentado na televisão, e muito provavelmente já foi visto pelos nossos visitantes. Mas mesmo assim aqui fica o estado da educação neste País. [João Silas]

6 Comments on Existirá educação em Portugal?

  1. e de quem é a culpa? Da miúda? Claro que não! A culpa é dos pais que não lhe dão a educação necessária.
    Ao que isto chegou -.-‘

    (Monarquia para sempre :D)

  2. Já tinha visto o vídeo no absinto.org do Mário Gamito, nosso colega (e criador) do PlanetGeek.

    Na altura optei por não comentar pois parece-me que fazer comentários a quente é algo que normalmente leva a imbecilidades equivalentes aquilo que está em causa.

    Numa escola onde exite um regulamento e diz expressamente não ser admissível o uso de telemóveis nas salas de aula (fico espantado que seja necessário dizer isto), uma aluna leva um e é apanhada pela professora que lho retira. A aluna reage como imberbe e mal educada que é, e agride verbalmente (basta o tom e nível sonoro) a professora (que fisicamente é mais franzina) além de lhe prender os pulsos.

    A professora aparentemente tenta evitar a prisão e tenta retirar-se da sala, eventualmente para não se chegar a vias de facto. Os colegas da aluna parecem ter finalmente acordado e tentam acalmar a colega, com a excepção da pessoa que filma e de um imberbe que lhe tapa parte do campo de visão.

    No decorrer da acção como acima dito há um aluno que filma a acção (o regulamento também se lhe aplica) e vai soltando os risos alarves.

    A professora não faz seguir o respectivo processo ou procedimento contra a aluna e o colega da aluna que filma a cena. Ainda deve estar em estado de choque.

    O imberbe que filma coloca directa ou indirectamente o vídeo à disposição da aldeia global.

    Dizer-se que a culpa não é da míuda e do míudo (não sei o sexo desta entidade) é dizer-se que a culpa não é de quem pratica a acção. É demasiado simplista. Dizer-se que os pais não têm culpa também não corresponderá à verdade.

    A massificação do ensino secundário após o 25 de Abril de 1974 conduziu a uma degradação do meio.

    Alunos que não estão preocupados em aprender, mas simplesmente em transitar de ano (isto é, para eles é indiferente se se aprende ou não o importante é não apresentar em casa uma rapoza). Pais mais preocupados em que os seus filhos obtenha um qualquer diploma e não que fiquem a saber algo. Pais que delegam nas escolas a acção de formação como homens e mulheres. Associações de pais sem relevância no projecto educativo dos míudos. Professores em grande número muitos deles sem qualquer apetência para aquilo que vão ensinar. Ministério preocupado com estatísticas e desligado da realidade.

    E isto se calhar do lado dos estudantes é em parte um reflexo ao actual estado da geração 500 euros. Têm dinheiro para umas voltas e para o último grito de telemóvel mas realmente não têm dinheiro nem para poupar nem para constituir família ou fazer um projecto de vida minimamente decente.

    Do lado dos professores estarem fartos de ser vilipendiados pelo ministério, pelos pais, pelas necessidades de contenção de despesa (que entre outras coisas lhes adiaram as perspectivas de reforma) e que estão desmotivados para motivarem os seus alunos.

    Do lado dos pais acharem que quando eram alunos os seus próprios pais não terem participado dos projectos das respectivas escolas e acharem que não vale a pena acompanhar a vida académica dos seus rebentos. Além de claro haver muitos pais que só o são praticamente em questões biológicas. Não têm o mínimo de ideia do que é isso de educar os seus filhos, fazem-nos.

    Do ministério que há 50 anos que só sabe andar a fazer experiências pensando que tem soluções simples de varinha mágica. Só que não há soluções simples para problemas complexos. O ensino, em especial o ensino secundário via de ensino, tem excesso de pessoas, alunos e professores. O ensino profissionalizante em alguns casos pode ajudar mas talvez não seja tudo.

    Os alunos têm que ser levados a achar que é importante, é capital, aprender. Que para aprender é necessário ter atenção, é necessário estudar, é necessário tratar os professores e os colegas com educação, é necessário ser curioso, é necessário interrogarem-se sobre aquilo que ouvem aos professores, lêm nos livros e vêm nos vídeos e noutros meios, que é necessário comunicarem e saberem comunicarimos, que é necessário experimentar, é necessário que os professores sejam despoletadores e sejam modelos para os seus alunos.

    Nos meus anos de liceu tive 2 professoras de matemática excepcionais. Uma da velha escola (douturada em matemática na Suiça, com vários trabalhos publicados, enquanto estudante de douturamento, na Principia Mathematicae uma revista de matemática dos anos 40 e 50 não o livro do Newton) e uma professora da nova escola (da altura). A característica comum às duas era que nos tentavam motivar (não era fácil estávamos nos anos de 75 e 76).

    São necessários professores motivados e motivadores para que os alunos se interessem (com raras excepções).

    A cena só me fez lembrar 1975, não me recordo em que mês, no Salvador Correia, onde um aluno chamou uns militares da FNLA do Rádio Clube (ao lado) para ameaçar um professor que o tinha expulso da sala de aula.

  3. Carlos tem muita razão no que diz.

    Porque para alem da pessoa, rapariga que discutiu e bateu na professora o rapaz que está a filmar também esta metido numa carga de trabalhos, violou inúmeras leis do regulamento interno das escolas…

    Estas pessoas perdem a noção dos seus actos.

  4. obviamente a culpa será dos pais, se a moça tivesse tido outro tipo de educação (partindo do principio que ela tem algum tipo de…o que eu sinceramente duvido), não andaria a fazer estas tristes figuras… Tem 14 anos, for god sake, já tem idade para ter juízo –‘ grow up and learn >.<

1 Trackbacks & Pingbacks

  1. xptopbl : CORTAR… COPIAR… COLAR… EDUCAÇÃO EM PORTUGAL - VIII

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*