Pedro Proença diz que decidiu bem, mas as opiniões dividem-se

Árbitro refugia-se no regulamento e afirma que teve desempenho positivo

Pedro Proença diz que o regulamento (Lei XXI) o aconselhava a decidir o toque de Polga na bola, que posteriormente Stojkovic agarrou, no livre indirecto que Raul Meireles aproveitou para decidir o clássico. E que teve “nota positiva” no FC Porto-Sporting. Mas há quem discorde, como Fortunato Azevedo ou Tó Luís, e quem o apoie, casos de Miranda de Sousa e Rui Correia.

“A lei é clara e objectiva. Estando eu colocado onde estou, analisando bem as situações como eu ontem tive a sorte de o fazer, analisaria desta maneira”, disse logo a seguir ao jogo à Antena 1. Uma versão que manteve, ontem, aumentada: “Em lances dessa natureza, os regulamentos determinam que seja assinalado um livre indirecto”, comentou à Rádio Renascença – o DN apanhou o árbitro de Lisboa à entrada para as massagens de recuperação, o que inviabilizou uma conversa com o juiz em tempo útil.

E Pedro Proença tem apoiantes e críticos. Do seu lado, o ex-árbitro Miranda de Sousa e o ex-guarda-redes Rui Correia. “Pedro Proença interpreta correctamente o espírito das leis do jogo”, diz o ex-juiz, agora consultor técnico da Federação Portuguesa de Futebol. “Vi um atraso do Polga”, acrescentou o antigo guardião de FC Porto e Sporting, hoje treinador de guarda-redes do Portimonense.

No entanto, Fortunato Azevedo, antigo árbitro, e Tó Luís, que como jogador defendeu as redes de Rio Ave e Boavista, discordam. “Aquilo é claro que não se trata de um atraso, porque é um corte por trás”, diz Fortunato Azevedo. “Pela televisão, entendo que não é um atraso, é um corte que por acaso foi na direcção da baliza, mas que podia ter ido para canto”, juntou-lhe o ex-guarda-redes. Azevedo olha ainda para a posição de Tonel na jogada: “O Tonel pode simular o que quiser, se não jogar a bola”, concretiza o ex-árbitro.

Fonte: http://dn.sapo.pt/2007/08/28/184580.jpg

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